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	<title>Bem vindos ao meu mundo...</title>
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	<description>... e nunca deixem de peseguir seus sonhos</description>
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		<title>Bem vindos ao meu mundo...</title>
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		<title>A cor da indignação</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 00:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava indo para a casa da Mila, lá no Costa Azul, encontrar com Aline para irmos ao teatro, quando o silêncio do coletivo foi interrompido por uma voz grave e autoritária:
- Esta é uma operação de rotina da Polícia Militar da Bahia! Quero que todos os homens deste coletivo desçam para serem revistados!
Levantamos cabisbaixos, envergonhados, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=42&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estava indo para a casa da Mila, lá no Costa Azul, encontrar com Aline para irmos ao teatro, quando o silêncio do coletivo foi interrompido por uma voz grave e autoritária:</p>
<p>- Esta é uma operação de rotina da Polícia Militar da Bahia! Quero que todos os homens deste coletivo desçam para serem revistados!</p>
<p><span id="more-42"></span>Levantamos cabisbaixos, envergonhados, pois todos sabíamos do constrangimento que nos aguardava, dos procedimentos degradantes da polícia, que, com seu tratamento repressivo e método desumano, nivela cidadãos honestos e trabalhadores com criminosos e marginais. Dentro da sua imensa incapacidade operacional, todos são suspeitos até que se prove o contrário.<br />
Eu estava sentado num banco da última fileira e fui o último a levantar. Segui em direção à porta da saída e, quando desci, fui interpelado pelo sargento que comandava a blitz: “O que é que você está fazendo aqui? Tá indo pra onde?”<br />
- O senhor não mandou todos os homens descerem do ônibus? Então?&#8230;<br />
- Não, você não precisa descer. Está liberado, pode voltar pro seu lugar.<br />
Senti que algumas pessoas me olharam com raiva. Um imenso sentimento de injustiça tomou conta de todos: de mim, dos que não foram liberados e das mulheres que ficaram no coletivo.<br />
Eu fiquei lá, paralisado, observando aquela cena desprezível e tentando digerir a situação enquanto um outro policial praguejava em tom arrogante aos demais passageiros que desceram: “Todos virados para o ônibus, com  os braços esticados e as mãos abertas acima da cabeça!”<br />
Ninguém esboçou o menor gesto de indignação ou contrariedade. Ninguém a não ser eu. Claro, pois reparei que, tirando algumas mulheres e o trocador, eu era a única pessoa de pele branca naquele ônibus. Os demais variavam entre negros e morenos, tinham a pele tingida pela cor do Brasil e pelo sol tropical da Bahia. Mas a revolta de todos não tinha cor&#8230;<br />
Como é que eu poderia voltar para o ônibus, encarar as mulheres que ficaram, o motorista, o cobrador ou aqueles que estavam sendo tratados como suspeitos. Ah, não! Tamanho constrangimento seria insuportável&#8230; muito mais vergonhoso e humilhante que a revista. Juntei-me aos demais companheiros de viajem e assumi minha posição de incriminado ao lado deles.<br />
O sargento pareceu não gostar muito da minha atitude e praguejou: “Ô galego!? Eu já não mandei você voltar pro ônibus?!”<br />
Indignado, virei para ele e falei: “O senhor não mandou todos os homens descerem do ônibus? Ué&#8230; sou tão homem quanto qualquer um aqui!”<br />
Ele ficou fulo: “Escuta aqui moleque, volte para o seu lugar agora!”<br />
- Não volto! Só saio daqui depois que for revistado como todos os meus companheiros de viajem.<br />
- Entra neste ônibus, a-go-ra, que eu estou mandando!<br />
- Não entro não! Ou o senhor me revista também ou então vai ter que liberar todo mundo!<br />
Ele disse que eu estava desacatando sua autoridade e obstruindo o exercício da lei, ao que retruquei com uma acusação de discriminação racial.<br />
- Eu não sou racista! Eu também sou afro-descendente! – respondeu o policial em tom ofendido.<br />
- Então por que eu fui o único dispensado da revista?<br />
- Porque você não parece ser um criminoso.<br />
- Por quê?<br />
- Ora, porque&#8230; porque&#8230; é&#8230; ããã&#8230;. sei lá!<br />
- Pois então, ou o senhor me revista; ou libera todo mundo; ou eu registro uma queixa de racismo contra o senhor e toda a sua guarnição!<br />
- Pois bem. Sé é o que você quer&#8230;<br />
Um por um, os passageiros foram apalpados, tiveram seus tornozelos chutados para que abrissem bem as pernas, seus rostos esfregados na lateral empoeirada do ônibus e seus brios maculados pela humilhação de serem tratados como possíveis criminosos em público.<br />
Fui o último. Quando chegou minha vez, o sargento fez questão de revistar-me. Perguntou-me se eu queria tratamento especial. Retruquei-lhe que nem mais, nem menos, que não havia motivo para não empregar o mesmo tratamento dispensado aos demais, no que fui muito bem atendido, tendo sido, ao final, massageado com um belo pesco-tapa. “Vai lá, encrenqueiro, defensor dos fracos e oprimidos, tá liberado. Podem voltar aos seus lugares!”. Não ouvimos sequer um “Tenham uma boa tarde e obrigado por colaborarem com o trabalho da PM.”<br />
Fui o último a entrar e, enquanto me dirigia ao meu lugar, todos os passageiros, homens e mulheres, me olhavam, com um quase sorriso no rosto, e balançavam a cabeça, num gesto de incentivo e parabenização. Reconheceram-me como um dos seus, afinal, eu era um dos seus&#8230;<br />
A viajem prosseguiu e eu me sentei à janela. O cenário, caso olhasse apenas para a direita, era paradisíaco: um mar infinito que se estendia e derramava até onde minha vista cansava de procurar algo que não fosse azul&#8230; Que não fosse nem oceano, nem céu.</p>
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		<title>O que não se vê</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 00:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[O que não se vê
Não se sente
A não ser
Para quem mente
A mentira não existe
E isso é deprimente&#8230;
Um pensamento
Muito triste
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O que não se vê</p>
<p>Não se sente</p>
<p>A não ser</p>
<p>Para quem mente</p>
<p>A mentira não existe</p>
<p>E isso é deprimente&#8230;</p>
<p>Um pensamento</p>
<p>Muito triste</p>
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		<title>Versos e lágrimas</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 00:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Todo poeta é um sofredor. E não me refiro a este ou aquele determinado poeta. Estou generalizando, mesmo! Rotulando a classe e o gênero! Falo de todos e por todos os poetas e a poesia deveria chamar-se sofrimento &#8211; ou melhor, lástima. 
Sofrimento e literatura, de maneira muito própria e distinta, se acompanham e entrelaçam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=26&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Todo poeta é um sofredor. E não me refiro a este ou aquele determinado poeta. Estou generalizando, mesmo! Rotulando a classe e o gênero! Falo de todos e por todos os poetas e a poesia deveria chamar-se sofrimento &#8211; ou melhor, lástima. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span id="more-26"></span>Sofrimento e literatura, de maneira muito própria e distinta, se acompanham e entrelaçam com tanta personalidade, desenvoltura, individualismo e naturalidade, que dessa mistura pululam títulos imponentes, obras clássicas que gravaram na história os nomes de seus autores e a forma como viam o mundo em suas épocas. Muitos livros chegam a ser o retrato crítico e fiel de seus tempos e da evolução do pensamento humano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Nem mesmo o humorista escapa à regra. Sim, agora, além de estigma, é regra! O sofrimento é a regra da literatura. Diria até mais: que o sofrimento é a regra da arte e da vida e da humanidade e até mesmo da felicidade, mas irei ater-me aos escritores – que já são muitos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Até mesmo o gênero cômico traz, em sua essência, em sua substância, o sofrimento embutido em cada parágrafo, estrofe, linha, verso, ou palavra, pois a comédia tem como escopo provocar risadas e rir é uma necessidade nesse mundo cão, não uma virtude. Virtude é saber fazer rir! O humorista é o médico da alma, não somente um sofredor qualquer (como o seu público, por exemplo), a ele cabe a nobre função de, mesmo que momentaneamente, fazer com que as pessoas se esqueçam de suas vidas, de seus sofrimentos, de suas dores. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Pode-se, inclusive, ser contemplada a possibilidade de o comediante ser, dentre os demais escritores, o que menos padece no &#8211; e por causa do – mundo. Claro, ora! Ele atenua o peso da vida e faz com que os seres humanos substituam suas lágrimas por sorrisos, o que é compensatório e, provavelmente, termina por reduzir-lhe o sofrimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">O que mais sofre sempre foi e sempre será o poeta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">O poeta, coitado, dificilmente consegue viver do seu trabalho, raramente é reconhecido em vida ou compreendido em seu tempo. Não é à toa que as idéias de grandes poetas do passado permaneceram atuais, mesmo muito tempo depois de versadas, às vezes décadas&#8230; Séculos. Criaturas à frente de seu tempo &#8211; estar à frente dos pensamentos vigentes sempre dói.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Até quando arranca risadas, o poema carrega em seus versos o deboche e o cinismo &#8211; traços da inconformidade gerada pelo sofrimento inerente a todos os seres humanos dotados de sensibilidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Não digo isso devido ao ostracismo ao qual a poesia foi condenada pelo mundo pós-moderno ou por conta do pouco valor dado ao<span>  </span>gênero pelas pessoas e pela indústria cultural. Mas sim por saber e sentir que de todos os miseráveis e infelizes, de todos os grandes filhos da mãe que se arrastam por este imenso e injusto mundo de Deus, o poeta é o que mais dói. O que mais chora. Eu sei disso&#8230; Falo com conhecimento de causa.</span></span></p>
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		<title>Mar à vista</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/04/11/mar-a-vista/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 20:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Nós&#8230;
Caminhamos a sós
Velejando a cinqüenta nós
 
Como caravelas de isopor

Vamos boiando em mar revolto
Vento no rosto, cabelo solto
Açoitando amores a todo vapor
 
Como sofremos por esporte&#8230;
Até o mais forte dos fortes se rende
Quando exposto ao holofote da solidão&#8230;
 
Ao vazio da falta de sorte&#8230;
Em todos os corpos, esse breu se acende
E deixa em cada um, a marca da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=25&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Nós&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Caminhamos a sós</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Velejando a cinqüenta nós</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Como caravelas de isopor</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Vamos boiando em mar revolto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Vento no rosto, cabelo solto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Açoitando amores a todo vapor</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Como sofremos por esporte&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Até o mais forte dos fortes se rende</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Quando exposto ao holofote da solidão&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ao vazio da falta de sorte&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Em todos os corpos, esse breu se acende</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E deixa em cada um, a marca da sua mão</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Nós&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Vasto coro sem voz</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Entoando a balada algoz</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">.</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dialbuquerque.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dialbuquerque.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dialbuquerque.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dialbuquerque.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dialbuquerque.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dialbuquerque.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=25&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sarcástico</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/04/11/sarcastico/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 20:27:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos temos
Nossos anjinhos
E diabinhos
 
Os meus?
Deixo que briguem
O tempo todo&#8230;
 
 
 
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=24&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Todos temos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Nossos anjinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E diabinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os meus?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Deixo que briguem</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O tempo todo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dialbuquerque.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dialbuquerque.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dialbuquerque.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dialbuquerque.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dialbuquerque.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dialbuquerque.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=24&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Nada pessoal</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/14/nada-pessoal/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 23:51:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/14/nada-pessoal/</guid>
		<description><![CDATA[  
O mundo é menor que o que se pensa
E as possibilidades
Maiores que as que se podem imaginar
Estamos confusos, em meio a uma névoa
Vasta e densa&#8230;
Sempre a um passo de nos desencontrar
 
Só que não precisamos
Estar retidos nesta barreira
Inabalável! Intransponível!
Podemos nadar contra a corredeira
Em direção ao inatingível&#8230;
 
Tudo o que quero é amar
Eu quero rotina
A ti, poesias como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=23&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong></strong> <span style="font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">O mundo é menor que o que se pensa</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">E as possibilidades</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Maiores que as que se podem imaginar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estamos confusos, em meio a uma névoa</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Vasta e densa&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Sempre a um passo de nos desencontrar</span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Só que não precisamos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estar retidos nesta barreira</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Inabalável! Intransponível!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Podemos nadar contra a corredeira</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em direção ao inatingível&#8230;</span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tudo o que quero é amar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Eu quero rotina</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">A ti, poesias como oferendas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Amor&#8230; muito amor menina&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">E nada mais é preciso</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por favor, compreendas</span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">E se amor não for o bastante</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Se for considerado pouco</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">É porque estás em más vivendas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Foste tragada pelo mundo louco</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">E sendo assim:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                        </span>Não me queiras&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por gentileza:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">                        </span><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman',serif;">Não me ofendas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dialbuquerque.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dialbuquerque.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dialbuquerque.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dialbuquerque.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dialbuquerque.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dialbuquerque.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=23&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Caleidoscópio</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/14/caleidoscopio/</link>
		<comments>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/14/caleidoscopio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 23:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esteja atento em sua caminhada
Pois o desvio está no meio do caminho
Cuidado com as companhias&#8230;
É bom, desde já
Mesmo quando acompanhado
Acostumar-se a ser sozinho
A cada passo, um buraco
Em cada buraco, o mundo&#8230;
O submundo entalado na garganta
De quem se engasga
Com a falta de alguma ausência
O moral declina&#8230; levanta&#8230;
A moral se rasga
Solidão:
Inexata ciência
Troque os olhos ao olhar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=22&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Times New Roman"></font><font face="Times New Roman"></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Esteja atento em sua caminhada</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Pois o desvio está no meio do caminho</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Cuidado com as companhias&#8230;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">É bom, desde já</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Mesmo quando acompanhado</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Acostumar-se a ser sozinho</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">A cada passo, um buraco</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Em cada buraco, o mundo&#8230;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">O submundo entalado na garganta</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">De quem se engasga</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Com a falta de alguma ausência</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">O moral declina&#8230; levanta&#8230;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">A moral se rasga</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Solidão:</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Inexata ciência</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Troque os olhos ao olhar a mesma coisa</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Tire ao menos</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Duas infinitas visões de algo</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Pois olhos frios</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">No mármore, derretem</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Os brios</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Escorrem pelo ralo</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">E apagam a luz</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">De quem reluz</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Visões</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Que se invertem</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong><i>(Este poema foi concebido em parceria com o amigo e irmão, Edson de Paula, o maior poeta que já conheci)</i></p>
<p></font></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dialbuquerque.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dialbuquerque.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dialbuquerque.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dialbuquerque.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dialbuquerque.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dialbuquerque.wordpress.com/22/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=22&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Chaves e fechaduras</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/13/chaves-e-fechaduras/</link>
		<comments>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/13/chaves-e-fechaduras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 23:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[  Somente através do sono, este revigorante descanso, será possível morrer e ressuscitar sem ter que prestar contas com Deus
Somente através da guerra, este nefasto instrumento da paz, será possível alcançar o fim do mundo antes do tempo previsto
Somente através da manutenção da fome, da proliferação da miséria e da ampliação do ignorantismo, estes grandes alicerces [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=19&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span></b> <span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Somente através do sono, este revigorante descanso, será possível morrer e ressuscitar sem ter que prestar contas com Deus</font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"></span><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Somente através da guerra, este nefasto instrumento da paz, será possível alcançar o fim do mundo antes do tempo previsto</font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"></span><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Somente através da manutenção da fome, da proliferação da miséria e da ampliação do ignorantismo, estes grandes alicerces do conveniente subterfúgio sócio-político, será possível, aos ricos, gozar de luxo sem que haja muita concorrência</font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"></span><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Somente através da arte, este mirabolante instrumento, será possível escarrar na cara do mundo e ser aplaudido</font></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dialbuquerque.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dialbuquerque.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dialbuquerque.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dialbuquerque.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dialbuquerque.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dialbuquerque.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=19&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">dialbuquerque</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O espelho e o reflexo</title>
		<link>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/13/o-espelho-e-o-reflexo/</link>
		<comments>http://dialbuquerque.wordpress.com/2008/03/13/o-espelho-e-o-reflexo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 23:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[ Aguardava pacientemente na fila a minha vez de ser atendido, pensando comigo mesmo como alguns dos artistas brasileiros que hoje estão por aí, fazendo sucesso nos meios de comunicação, já foram mais engajados. Mais verdadeiramente preocupados com a situação do país e com uma forma de contribuir para a transformação da realidade. E como essa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=18&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"> </span><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Aguardava pacientemente na fila a minha vez de ser atendido, pensando comigo mesmo como alguns dos artistas brasileiros que hoje estão por aí, fazendo sucesso nos meios de comunicação, já foram mais engajados. Mais verdadeiramente preocupados com a situação do país e com uma forma de contribuir para a transformação da realidade. E como essa preocupação transbordava naturalmente de suas obras, subvertendo suas gerações com idéias novas! Ousadas! A maneira como contaminavam o pensamento das gerações futuras&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span id="more-18"></span>É uma lástima que hoje em dia muitos desses artistas vivam às luzes dos holofotes de 10, 20, 30 anos atrás&#8230; Como desfrutam de uma genialidade cada vez mais desbastada, de uma imagem cada vez mais gasta pela máquina que a imprimiu e, posteriormente, consumiu completamente.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Os artistas novos que vêm surgindo parecem, também, estar preocupados somente em atender à demanda voraz da indústria cultural, tão social e politicamente descomprometida quanto eles.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Esperava, ainda, enquanto era devorado por meus pensamentos ideológicos, quando a caixa do supermercado falou em voz alta e excitada:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Professora Marli! Quanto tempo!! Como vai a senhora?</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">A alegria da moça pareceu-me inexplicável perante a reação da mulher, que estava na minha frente e parecia ter lá seus 50 anos. A velha respondeu da forma mais apática possível:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Estou indo.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">A menina, que parecia não ter entendido que sua interlocutora não estava afim de muita conversa, insistiu em prosseguir com seu quase monólogo:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Mas que pessimismo é esse pró? As coisas no Brasil nunca estiveram tão boas! Tem cada vez mais gente estudando e trabalhando, o número de analfabetos e de desempregados está diminuindo.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">E tentou continuar: “Eu vi isso no jornal das oito, o país está evoluindo&#8230;”</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">E a menina continuou contrariando, com solicitude, é claro, o silêncio da velha, que era quebrado por uma ou outra resposta mecânica e esquiva.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Lembrei-me de algumas professoras chatas que tive na infância e na adolescência. Aquela senhora lembrava-me muito a maioria delas. Insuportável! Antipática! Essa mulher não poderia, nunca, exercer o papel de agente da educação! Ela estava sendo extremamente mal educada com sua ex-aluna!</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Quando a menina fez uma pequena pausa em sua tagarelice, para respirar e retomar o assunto em seguida, a senhora gorda, enquanto colocava suas compras numa sacola, a interrompeu secamente:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Minha filha, o Brasil está cada vez pior e, pelo andar da carruagem, não vai melhorar tão cedo.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Mas a mocinha era persistente, e tentou mais uma vez:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Mas a senhora, como professora, deveria ser mais otimista. É preciso continuar acreditando que é possível mudar&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Outro corte da velha:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">- Filhinha&#8230; acorda. Uma andorinha só não faz verão. Queria ver se você fosse professora e soubesse o estado em que se encontram as escolas públicas. Certamente não teria tantas esperanças.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Aí sim! Depois dessa cortada a menina do mercado se calou. Depois desse tiro à queima roupa ela beijou a lona. Nocaute! A rispidez, mais uma vez, venceu a simpatia.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">A senhora pegou suas compras e foi embora, sem desejar boa tarde ou se despedir. Seguiu, carrancuda, o caminho de sua casa.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Bom, finalmente chegou a minha vez. A menina do caixa me cumprimentou com frieza, mostrando ter aprendido a lição que sua professora acabara de lhe ensinar. Passei minhas compras, paguei e fui embora, ainda pensando na falta de horizontes daquela mulher de meio século. Como era amarga&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Lembrei dos artistas brasileiros nos quais pensava antes. Os mais novos; incapazes de transformar o mundo ao redor, e os de mais velhos; que hoje se banham nas águas gloriosas do passado. Estes, podem perfeitamente ter sido colegas de classe da velha e cansada professora rabugenta. Os outros, provavelmente, seus alunos.</span></span></p>
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		<title>Pai Coruja &#8211; crônica vencedora do II Concurso de Crônicas da Faculdade 2 de Julho</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dialbuquerque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não classificado]]></category>

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		<description><![CDATA[ Caminhava ainda preocupado com o acidente da noite passada. Acidente que podia dar em tragédia. Se não estivesse usando camisinha, de repente, agora não estaria tão preocupado, pois não teria vacilado. Mas mesmo tendo relações com uma única parceira, ainda que só transe com minha namorada é preciso me cuidar. Não que eu desconfie da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dialbuquerque.wordpress.com&blog=3038435&post=17&subd=dialbuquerque&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Caminhava ainda preocupado com o acidente da noite passada. Acidente que podia dar em tragédia. Se não estivesse usando camisinha, de repente, agora não estaria tão preocupado, pois não teria vacilado. Mas mesmo tendo relações com uma única parceira, ainda que só transe com minha namorada é preciso me cuidar. Não que eu desconfie da Márcia. Não, muito pelo contrário, ela é quase perfeita e temos um relacionamento muito verdadeiro. É uma questão de consciência limpa, de fazer a coisa certa.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span id="more-17"></span>Ia remoendo meus pensamentos enquanto ela, me acompanhando sem nada dizer, ruminava os seus. Sua feição estava tão tranqüila&#8230; A impressão que deu era que ela não estava nem aí. De repente até quisesse ser mãe, vai saber o que se passava naquela cabeça.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Lembro-me que ontem, enquanto me mordia de preocupação, ela estava lá, na boa. Ainda me disse na maior naturalidade: “Deixa pra lá. Amanhã eu tomo uma pílula., É bom que agente pode repetir a dose sem se preocupar com nada.”</span></span><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;"> Como assim sem se preocupar com nada?!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quase não dormi. Lembro que a última vez que olhei pela janela, antes de apagar, estava começando a raiar o dia. Quando acordei, às 10:30, ela já estava acordada. Parecia já ter levantado há muito tempo. E tão disposta! Estava feliz! Estaria grávida, já? É incrível isso! Se fosse qualquer outra coisa eu demoraria muito mais para me lembrar. Pelo menos uns 30 minutos.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Vamos à farmácia comprar a tal da pílula do dia seguinte? &#8211; foi a primeira coisa que lhe disse. Bom dia seria a última que me viria à cabeça naquele momento.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Bom dia, amor!!!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Deveriam ter no mínimo umas três exclamações no seu bom dia. Há muito que não a via assim, tão acesa! Tão resplandecente! Ela só podia estar grávida!! Ou então, gostando da idéia. Só tinha uma explicação para isso: Ela queria ser mãe. A louca! Mãe, na situação em que vivemos?! Isso seria a morte. Aliás, pior que a morte! Muito pior! Depois da morte tudo estaria acabado, mas depois do nascimento da criança é que as preocupações da paternidade realmente começariam. </span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Pára de brincadeira, amor. Eu quase não dormi esta noite. Vamos comprar aquela bendita pílula.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Já tomei, ué!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Como assim? Que horas?</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- De manhãzinha, enquanto você babava no travesseiro.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Márcia, você tá de sacanagem?!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- André, que conversa é essa?</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- É que você tá tão feliz, tão elétrica, que a impressão que dá é a de que quer mesmo ficar grávida! Se for isso, se a possibilidade de ter um filho realmente te agrada, você pode estar mentindo para mim. Não ter tomado pílula nenhuma! Você tomou essa porra?</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Claro, André! Tá maluco?! Tá doido?! Tá achando que eu sou alguma inconseqüente? Que eu não sei que não temos condições de sustentar uma criança?! Nem de lhe dar atenção?!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Sei lá. Você está tão animada e acordou cedo&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Claro que não meu bem. Eu sou maluquinha, mas nem tanto. E eu te amo! Quero você todinho para mim. Detestaria ter que dividi-lo com uma criança, ainda que fosse minha.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Saímos de casa e fomos caminhar na praia. Eu preocupadíssimo, ela nem aí.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Vendo Márcia ao meu lado, senti que ela poderia vir a ser, possivelmente, a companheira de uma vida. Comecei a reconsiderar a possibilidade de termos um filho, ou filha. Fiquei imaginando o quanto ela ficaria bonita grávida, com o maior barrigão. Linda!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quando cansamos fomos para a areia. Ela disse que estava se sentindo mal, meio enjoada. Dez minutos atrás essa declaração teria soado como uma bomba atômica em meus ouvidos, mas agora mais pareciam sinos, harpas e flautas. Era o primeiro “sintoma”. Meu moleque estava a caminho, era só aguardar nove meses e pronto, estaria entre nós.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- André, vai descer!</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Como assim? Já?! Não demoram nove meses?</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">- Minha menstruação! Estou sentindo que ela vai descer mais cedo! Ou então a pílula fez efeito, sei lá! Corre na farmácia e compra um pacote de absorventes pra mim, por favor.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Fui num pé e voltei noutro. Dei-lhe os absorventes, sentei ao seu lado. Em seguida, sentada mesmo, ela se contorceu toda colocou um sem que as poucas pessoas que estavam na praia percebessem nada. Parecia aliviada. Olhou pra mim, sorriu e disse: “Tá vendo? Você se preocupa à toa”, deitando no meu colo em seguida. Ficamos observando o mar, em silêncio. Uma lágrima percorreu-me a face. Controlada, tímida&#8230; Uma só.</span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">É claro que eu não disse nada sobre ter mudado de opinião com relação ao lance de termos um filho, mas o fato era que essa mudança tinha ocorrido em mim e, agora, sentia como se meu filho tivesse morrido. Estava de luto. Um luto discreto. Privado. Contido em mim.</span></span></p>
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