Caleidoscópio
Março 14, 2008
Esteja atento em sua caminhada
Pois o desvio está no meio do caminho
Cuidado com as companhias…
É bom, desde já
Mesmo quando acompanhado
Acostumar-se a ser sozinho
A cada passo, um buraco
Em cada buraco, o mundo…
O submundo entalado na garganta
De quem se engasga
Com a falta de alguma ausência
O moral declina… levanta…
A moral se rasga
Solidão:
Inexata ciência
Troque os olhos ao olhar a mesma coisa
Tire ao menos
Duas infinitas visões de algo
Pois olhos frios
No mármore, derretem
Os brios
Escorrem pelo ralo
E apagam a luz
De quem reluz
Visões
Que se invertem
(Este poema foi concebido em parceria com o amigo e irmão, Edson de Paula, o maior poeta que já conheci)