Apenas uma pequena lista

Março 2, 2008

As impotências humanas das instituições públicas, privadas, pessoais e coletivas consagram-se mal permanente, atemporal e intransponível…

O crescente índice de criminalidade relatado constantemente por pesquisas, reportagens e, é claro, através de extensa, prolixa e incessante comunicação boca a boca…

O alto grau de violência sempre assustou, ainda assusta e, nos futuros próximo e distante, também continuará assustando…

Aumentam, em quantidade e variedade, assaltos, seqüestros, assassinatos, estupros, abortos, desaparecimentos, abduções…

O sangue dos corpos empilhados, fruto da carnificina imperiosa, dos convenientes inconvenientes resultantes de mecanismos meticulosamente criados, cuidadosamente planejados para tornarem-se reprodutores da morte, para manter as coisas no cabresto…

Gestações da fome, da miséria, do desespero, do medo…

Do pavor descontrolado…

Da incontrolável, desmesurada e incalculável sensação de insegurança, tão necessária à manutenção da Ordem… Tão imperativa quanto a Guerra na manutenção da Paz…

Aliás, é incrível como pontos aparentemente tão destoantes podem convergir em natureza…

A paz é interrompida por meio da guerra, que tem por fim alcançar a paz…

É triste dizer, mas aspirações de paz são as maiores causas e conseqüências do caos…

Do pânico metodologicamente instaurado…

O baixo nível de instrução promovido pelas escolas públicas, a privatização do ensino de boa e de má qualidade, a indestrutível praga da corrupção, os preconceitos, os estigmas por eles gerados, perpetrados, corroborados e, por fim, legitimados… levados a cabo em acrobacias corriqueiras –quase que imperceptíveis e irreparáveis…

A falta de vergonha na cara, a falta de ética, a antiética político-midiática tratando, descaradamente, a nação do mundo inteiro como uma massa encefálica permanentemente transitória, estática…

Passivamente imutável…

Convenientemente acomodada a valores descartáveis, virtuais, medievais e biodegradáveis, tão breves quanto a vida…

A contra-cultura ao avesso, a intolerância, a destruição da terra, o fim do mundo, o drama cotidiano, a saga contemporânea, o dia nublado, a noite escura… sem lua…

O amanhã sombrio à luz dos holofotes de hoje… de ontem…

O ser humano como protagonista de uma futura tragédia hodierna, de um ciclo ininterrupto, dessa grande roda esmagadora chamada vida, que nunca para de girar.

Uma Resposta para “Apenas uma pequena lista”

  1. Raimundo Nonato de Oliveira disse

    Acho que sou o primeiro a escrever no seu blog, espero que você ainda se lembre de mim, lá do SENAI…..lembrou?
    Seio que faz muito tempo que não nos falamos, apesar disto, fico feliz com esta oportunidade tão inesperada por me ser completamente surpreendente. Eu não sabia que que você tinha este dom da escrita, parabéns, parabéns mesmo.
    Você falou muito bem sobre as mazelas do nosso cotidiano foi-me possívelaté ver a minha participação em tudo isso que acontece ao nosso redor e que nos é infinitamente estranho por não sermos capazes de simplesmente observar o outro. Quem sabe com este seu alerta eu consiga conduzir melhor minha vida em função do meu próximo, e do próximo dele também.
    Até a próxima amigo!!

Deixar uma Resposta